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19 março 2010

Visitar as Furnas de Carvão - Rio Caldo

As Furnas de Carvão favoreceram economicamente a região do vale do Cávado, sobretudo de Rio Caldo. De construção tosca em granito, de formato arredondado e de cúpula abobadada, ligeiramente aberta para empilhar a lenha, as furnas, durante décadas, garantiram o fabrico de carvão a partir de vegetação lenhosa predominante na serra (Carvalho, Medronheiro, Urze e Carqueja, que era vendido no próprio local aos carvoeiros de Braga.

Visitar a Barragem e Albufeira da Caniçada - Rio Caldo

A Barragem da Caniçada está localizada nos concelhos de Terras de Bouro e de Vieira do Minho, na Bacia Hidrográfica do Rio Cávado. A sua construção foi concluída em 1955. A barragem tem uma altura de 76 m e um comprimento de 246 m.
Tem um volume de betão de 90 000 m³, e uma capacidade máxima de descarga de 1 700 m³/s. É uma barragem do tipo arco. A potência instalada é 60 MW, produzindo em média 346 GWh/ano.
A albufeira estende-se por muitos quilómetros, é considerada uma das mais bonitas de Portugal e marca parte da fronteira sul do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Há, junto a Rio Caldo e às pontes para o Gerês e São Bento da Porta Aberta, restaurantes e pensões com esplanadas e vista para a água, bem como possibilidade de passeios de barco.

Visitar a Igreja de São Mateus da Ribeira

A Igreja Matriz da freguesia de São Mateus da Ribeira possui uma escadaria em alvenaria de granito, ladeada por duas cruzes ao alto. No corpo principal da igreja está gravada o Ano de 1719, que se refere, provavelmente, à data de sua reconstrução ou transladação, dado que a original se situava no lugar do Casal. O seu interior é guarnecido de magníficas talhas douradas e o altar-mor, também joanino, ostenta figuras de serafins e valiosas esculturas.

Visitar a Igreja de São Mamede - Gondoriz

A Igreja Matriz de Gondoriz, com orago de S. Mamede, possui um altar-mor com reminiscências de estilo da renascença e nela há a uma capela consagrada a N.ª Senhora dos Remédios, reedificada em 1887.

Visitar a Fraga da Calcedónia - Covide

A Fraga da Calcedónia é um antigo povoado fortificado da idade do Ferro, designado Calcedónia localizado na Freguesia de Covide.
Presumivelmente de ocupação romana, este local emblemático,cujo topónimo foi criado pela efabulação erudita de alguns sábios do séc. XVI, indica uma origem clássica fundada pelos argonautas.
Este percurso, de âmbito Histórico e paisagístico, desenvolve-se no território da freguesia de Covide e apresenta um repertório histórico-cultural distinto, pelas suas tradições comunitárias e vestígios arqueológicos.
O território é dominado pelo granito do Gerês, que apresenta uma textura constituída por grao médio a grosseiro.
No sítio da Fraga da Calcedónia e espaço envolvente, os carvalhos e a pereira-brava marcam uma presença sadia na paisagem serrana.
O estrato arbustivo e herbáceo caracteriza-se de um modo diverso e com elevado valor florístico realçando-se a urze-erica, o tojo-arnal, o tojo-molar, a torga, a violeta, o tomilho, a dedaleira, entre outras.

Visitar o trilho pedestre da Cidade da Calcedónia - Covide

O trilho pedestre da Cidade da Calcedónia é um Trilho pedestre denominado pequena rota (PR), com uma distância real a percorrer de 9,3 Km - o tempo médio é de aproximadamente 5 horas - constituído por traçados declivosos, que o tornam de elevada dificuldade.
Este Trilho percorre as freguesias de Covide e de Campo do Gerês, os quais apresentam um enredo histórico-cultural marcante, pelas suas tradições comunitárias e antiguidades arqueológicas.
Este traçado circular, pretende atingir o mítico sítio arqueológico denominado “Fraga da Cidade”, que os eruditos seiscentistas imortalizaram com o clássico topónimo de Calcedónia.

Visitar a Igreja de Santa Marinha - Covide

A Igreja Matriz de Covide, com orago de Santa Marinha, é uma construção com cerca de 4 séculos que apresenta um altar de estilo renascentista.

Visitar a aldeia Típica de Covide

A aldeia típica de Covide no Concelho de Terras de Bouro situa-se a 10 km da sede de Concelho e a 40 km da cidade de Braga. Está inserido na área de ambiente rural do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), com características marcadamente rurais e montanhosas,onde se situam os núcleos serranos,os campos de cultura que lhes servem de apoio e os terrenos de pastagens, ou seja, os locais onde a permanência humana é mais acentuada.
Covide possui uma óptima localização paisagística, ambiental e turística, podendo observar-se toda a envolvente da ribeira do Homem com os seus verdes campos agrícolas, predominantemente orientados em socalcos, fruto da adaptação do homem ao meio na prática de uma agricultura tradicional, que ainda mantém actualmente uma dinâmica predominantemente orientada para a policultura, para o auto-consumo, cada vez mais procurada por visitantes e turistas que preferem produtos tradicionais (ex. carne de barrosã, cabrito, mel, enchidos e fumados, plantas medicinais e aromáticas) muito valorizados por um nicho de consumidores urbanos preocupados com a qualidade e a segurança alimentar.

16 março 2010

Visitar as casarotas da Serra Amarela - Cibões

As Casarotas localizadas no cimo da Serra Amarela, na Chã do Salgueiral, Freguesia de Cibões são cerca de duas dezenas de construções em pedra.
Estas construções fazem lembrar os robustos dólmenes ou mesmo antigas cabanas de pastores. Contudo, a sua construção e utilização poderá estar associada à defesa da fronteira da Portela do Homem, servindo de apoio às tropas. Algumas destas Casarotas apresentam inscrições de lugares da actual freguesia, nomeadamente Cutelo e Gilbarbedo.

15 março 2010

Visitar o Moinho de Vento de Gilbarbedo -Cibões

O moinho de vento, situado no lugar de Gilbarbedo, na freguesia de Cibões,é do fim do século XIX, o único no concelho de Terras de Bouro. O visitante observará, in loco, todo o funcionamento do moinho de vento e todo o mecanismo de moagem, aproveitando um recurso natural.
Dada a localização do moinho em termos paisagísticos, pode ser avistado em grande parte do concelho.

Visitar o Trilho da Geira - Chorense

O Trilho da Geira, um percurso pedestre de pequena rota (PR), de âmbito histórico e paisagístico, apresenta uma extensão de 9,5 km, com um tempo de duração de 4 horas, sendo o grau de dificuldade médio. Este percurso alonga-se pelos caminhos agrícolas das freguesias de Chorense e da Balança, que encerram em si vestígios históricos de elevado interesse turístico e cultural. Esse interesse advém, sobretudo, da existência de marcas da actividade romana, a Geira e as Milhas: Na Freguesia de Chorense passa-se pelas milhas XVII junto à ribeira de Cabaninhas, XVIII Mutatio Saliniana, na Chãos de Vilar. O conjunto de miliários reunidos nas referidas milhas patenteiam epigrafia a homenagear os imperadores da época.

O interesse da mesma região pode, obviamente, estender-se ao ambiente arquitectónico das aldeias típicas em granito, onde subsiste um ambiente rural bastante acolhedor, e ao ambiente físico e natural que é facilmente perceptível em muitos dos locais do trilho.

Visitar a Igreja de Santa Marinha - Chorense

A igreja de Santa Marinha, na Freguesia de Chorense, apresenta na portada principal a data de 1770. O altar mor e quatro altares laterais são em talha dourada, integrados no estilo da Renascença. O tecto deste lugar religioso está decorado com pinturas.

14 março 2010

Visitar a Igreja de Santiago - Charmoim

A igreja matriz da Freguesia de Charmoim, situa-se no lugar de Lagoa, entre o povoado habitacional e tem como orago o Apóstolo Santiago. No largo fronteiro da matriz encontram-se as cruzes da via sacra e o cruzeiro feito de um miliário.

Visitar a Capela de S. Sebastião da Geira

A Capela de S. Sebastião da Geira localizada na Freguesia de Chorense, é datada de 1687. Anualmente realiza-se uma festa em honra de S. Sebastião no primeiro Domingo seguinte ao dia quinze de Agosto. Junto à base do muro de suporte da capela passa a Geira Via XVII, que ligava Braga a Astorga.

Visitar o Trilho dos Moinhos e regadios tradicionais - Charmoim

O Trilho dos Moinhos e Regadios Tradicionais percorre as aldeias rurais de Lagoa, Sequeirós e Pergoim, pertencentes à freguesia de Chamoim. Apresenta uma extensão de 9 km, com um tempo de 4 horas de duração e ostenta um grau de dificuldade médio a elevado. A cota altimétrica máxima de 590m será atingida no sítio do Espigão, identificado como miradouro, sendo a cota mais baixa de 140m, na margem do Rio Homem.

Este trilho traduz-se num percurso rural que confere um reconhecimento da utilidade e valor das antigas redes viárias caídas em desuso, tais como os caminhos de pé posto e os caminhos agrícolas lajeados. As linhas de água, as levadas, os poços, os regadios e os moinhos-de-água, no seu conjunto, constituem autênticas relíquias da arquitectura popular de tempos remotos.

O Trilho dos Moinhos e Regadios Tradicionais inclui um pequeno troço da Via Militar Romana XVIII do Itinerário Antonino, entre as milhas XXI e XXII. A calçada, em excelente estado de conservação, encontra-se murada em alvenaria granítica

Visitar a Ponte Medieval de Carvalheira

A Ponte Medieval de Carvalheira tem um aspecto monumental, é orientada no sentido Sudeste-Noroeste e é a passagem entre a freguesia de Carvalheira e Brufe. É composta por um arco de volta perfeita alicerçado no afloramento rochoso, que apresenta aduelas curtas e grosseiras de cantaria de granito.

Visitar a Barragem de Vilarinho das Furnas - Carvalheira

A barragem de Vilarinho das Furnas (nome da aldeia que ficou submersa pela sua construção) está localizada na freguesia de Carvalheira, concelho de Terras de Bouro, alimentada pelo Rio Homem . Foi concluída no ano de 1972, com uma altura de 94 m, situa-se na bacia hidrográfica do Rio Cávado.
Tem um volume de 294 000, uma capacidade máxima de descarga de 280 m³/s, uma capacidade de 118 hm3 situada numa área de 346 hectares.
É uma barragem com 385 m de coroamento e é do tipo arco.
Com uma paisagem envolvente verdadeiramente deslumbrante.

13 março 2010

Visitar a Trincheira do Campo - Campo do Gerês

Do período medieval, nas proximidades da milha XXIX, encontram-se vestígios indeléveis da Trincheira do Campo que durante esse período histórico serviu de defesa da raia portuguesa das invasões hostis. O povo de Campo de Gerês tinha por obrigação defender a Portela do Homem.
O que manteve-se ao longo dos séculos, tendo este povo serrano resistido com sucesso a todos os ataques dos povos invasores, devido sobretudo à sua coragem e rudeza, mas também à excepcional configuração geográfica do território.
Nas proximidades da Trincheira do Campo encontram-se ruínas de uma estrutura identificada como a Casa das Peças que servia de acolhimento dos homens e das guarnições bélicas.

Visitar o Cruzeiro de Campo - Campo do Gerês

O Cruzeiro de Campo mantém como fuste, um monólito cilíndrico epigrafado, marco romano que assinala a milha XXVII e que refere o imperador Décio (249-251). É Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.

Visitar o Trilho Pedestre da Águia do Sarilhão

O Trilho da Águia do Sarilhão, fica localizado na freguesia do Campo do Gerês. Este trilho pedestre de pequena rota, de âmbito histórico e cultural, tem uma extensão de 9 km, com cerca de 3 horas de duração e apresenta um grau de dificuldade médio.
Percorre terrenos aplanados de um vale alargado, por onde passa o Ribeiro de Rodas, entre o Museu Etnográfico e a margem esquerda da albufeira de Vilarinho das Furnas, sendo esta a sua extremidade Norte. Percorre os aglomerados rurais deste antigo povoado e descortina, por entre os arruados estreitos, os espigueiros e habitações com as suas cruzes cimeiras e varandas com madeiramentos costumeiros abertas ao logradouro.

Do legado patrimonial realça-se, com distinção, a Via Nova XVIII (Geira), com passagem pelas milhas XXVII, XXVIII e XXIX e pelo núcleo de padrões romanos. Nas proximidades da milha XXIX avultam vestígios indeléveis da trincheira do Campo que, na Idade Média, serviu de defesa da raia portuguesa nas invasões hostis.

Inserido numa importante área do Parque Nacional da Peneda Gerês, este trilho aproxima-se de outros locais de interesse, como a fraga do Sarilhão, a Mata Nacional de Albergaria e a extinta aldeia comunitária de Vilarinho das Furnas.

Visitar o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas - Campo do Gerês

O Museu Etnográfico é uma criação manifestada pelos antigos habitantes da extinta aldeia comunitária de Vilarinho das Furnas. No ano de 1981, a Câmara Municipal de Terras de Bouro deu inicio à sua construção consubstanciada no aproveitamento de matéria-prima originária da aldeia. Foi Inaugurado a 14 de Maio de 1989.
Trata-se de uma construção de arquitectura popular em alvenaria tradicional, cujo desenho final enquadra-se, com perfeição, na cultura edificada da aldeia de Campo do Gerês.

Caracterização do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna

Numa área de 430 m², o espaço distribui-se por dois grandes pisos. A parte térrea dispõe de um átrio coberto, recepção, uma sala de exposições de quadros com desenhos a carvão da autoria de Luís Campos, e mais duas salas de exposição a evidenciar o espólio peculiar da vida e cultura da comunidade de Vilarinho das Furnas. O acesso para o piso superior faz-se, facultativamente, pelo interior ou exterior do edifício e, aqui, o espaço está distribuído por um auditório, um corredor a exibir alfaias agrícolas e duas salas que espelha, de modo artístico e decorativo, o povoado habitacional da aldeia, a vida comunitária agro-silvo-pastoril e a organização comunitária – a Junta - a festa e romaria – o culto religioso - as lidas domésticas e os seus saberes-fazer genuínos – o sapateiro, o carpinteiro e o artesão. Ainda no piso superior encontra-se uma sala com a sede da Associação “A Furna”, fundada em 1985 pelos habitantes naturais de Vilarinho, que constituem os órgãos sociais e fundadores, regendo-se por objectivos de preservação, defesa e valorização etnográfica da comunidade sui generis.

Na área envolvente encontra-se um espaço anexo que representa um projecto em construção a integrar ao Museu, com espigueiros e um salão que funcionará como arquivo do património documental de Vilarinho e do concelho de Terras de Bouro que, no seu conjunto, instituem a identidade cultural deste Povo. Este conjunto de edifícios, entre outros a construir, serão integrados no projecto Portas do Parque.

Salvaguarda Patrimonial - Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna

Nos finais de 1968, o movimento humano da aldeia de Vilarinho das Furnas congregou-se para atingir um único fim: recolher o património etnográfico e salvaguardá-lo. A sua inventariação representou um trabalho em conjunto, do povo de Vilarinho das Furnas. O espólio concentrado refere-se ao sector agrário, às tradições comunitárias, à vida doméstica e à ruralidade genuína da aldeia.

Visitar a Ponte Medieval de Eixões - Campo do Gerês

A Ponte Medieval de Eixões, situada na Freguesia de Campo do Gerês, sobre a Ribeira de Rodas, possui dois arcos de volta perfeita formados por aduelas estreitas, construídos sobre as bases sólidas de paredões bem aparelhados alicerçados no leito rochoso e nas margens.
Apesar da inscrição do ano 1745 patente num dos arcos, considera-se haver indícios para recuar a sua existência a tempos anteriores.

Visitar a Igreja Matriz de Campo do Gerês

A Igreja matriz de Campo do Gerês, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta uma fachada sóbria, ao centro, possui um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via sacra. No interior, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.

Visitar o Castro da Calcedónia

O Castro da Calcedónia dilui-se numa paisagem intensamente granítica. Mas, este povoado fortificado teve uma Extraordinária importância noutras épocas, pois além das suas grandes dimensões, foi construído num local de difícil acesso, envolto em túneis labirínticos, na tentativa de confundir e atrapalhar o inimigo.
Conhecem-se, ainda hoje, diversos vestígios deste castro, percorrendo a zona da Calcedónia ainda se encontra vestígios de muros de construção romana e até algum fragmento cerâmico.

Visitar as ruínas da Aldeia Vilarinho das Furnas - Campo do Gerês

Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de Campo do gerês.

Segundo uma tradição oral teria começado a sua existência por ocasião da abertura da estrada da “ Geira “ . Estaríamos pelo ano de 75 d.C..
Um grupo de sete trabalhadores, assim reza a lenda, resolveu fixar-se junto da actual Portela do Campo. Passado pouco tempo, por motivos de desentendimento, quatro desse homens deixaram os seus colegas e foram instalar-se a poucos metros da margem direita do rio Homem, dando, assim, inicio à povoação de Vilarinho da Furna.
A prova da presença romana está em as duas vias calcetadas que davam acesso a povoação pelo lado Sul e, sobre tudo, as três pontes de solida arquitectura.
Como a maior parte das aldeias serranas do Norte de Portugal, Vilarinho da Furna era constituído por um aglomerado de casas graníticas, alinhadas umas pelas outras, formando ruelas sinuosas. As casas de habitação compunham-se geralmente de dois pisos sobrepostos e independentes : - uma loja térrea, destinada aos gados e guarda de alfaias e produtos agricultas; e um primeiro andar para habitação propriamente dita, onde ficavam a cozinha e os quartos.
O mobiliário era simples e modesto. Alguns objectos como louças, candeias, talheres, lanternas, etc., eram comprados nas feiras ou a vendedores ambulantes que passavam pela povoação mais ou menos regularmente.
Outros eram de fabrico caseiro como as arcas, camas de madeira, raramente ornamentadas com motivos religiosos, as mesas e os bancos, além da quase totalidade dos artigos de vestuário.
A iluminação nocturna era feita com uma variedade de candeias e candeeiros de recipiente fechado, que funcionavam a petróleo, com gordura animal ou azeite, quando aquele escasseava por alturas da guerra.
Todos os habitantes de Vilarinho da Furna, ai residentes, praticavam a religião católica, sendo motivo de forte critica por parte dos outros e o eventual não comprimento dos deveres religiosos.
O povo de Vilarinho, além do acatamento das leis vigentes do seu País, tinha também as suas leis internas que eram respeitadas e, escrupulosamente cumpridas. Para isso havia uma junta que era composta por um Zelador (antigamente Juiz) acompanhado por seis membros.
Para esta assembleia dos seis podiam ser eleitos os chefes de família, tanto homens como mulheres, estas nessa qualidade, quando em estado de viuvez ou ausência do marido, devido à emigração. O sexo feminino podia eleger e assistir às reuniões da Junta, porém, nunca podia ser escolhido para o alto cargo de Zelador, pois a nomeação deste era feita de entre os homens casados, por ordem cronológica do consórcio.

As eleições para a escolha dos Seis e substituição do Zelador eram realizadas de seis em seis meses. Os Seis que cessavam as funções, transmitiriam aos sucessores, na presença do novo Zelador e do Zelador cessante, os assuntos pendentes e o dinheiro em cofre.

Em tempos, o Zelador antes do início da reunião, jurava sobre os Santos Evengelhos e, no acto da sua posse, empunhava a vara das cinco chagas, jurando, assim, obediência a todos os vizinhos.

A Junta reunia, normalmente, todas as quintas-feiras. Para isso o Zelador, ao raiar da aurora, tocava uma buzina (búzio) ou um corno de boi, chamando os componentes da Junta. Ao findar o terceiro toque, espaçadamente, dirigia-se para o largo de Vilarinho, levando uma caixa onde se encontravam as folhas da lei. Seguidamente, o Zelador procedia à chamada, aplicando aos faltosos uma "condena" de 50 centavos, a não ser que uma pessoa de família comparecesse justificando o motivo da ausência. Porém, aqueles que faltassem todo o dia sem apresentar qualquer justificação, eram condenados a pagar 5$00. A reunião da parte da tarde não se realizava no largo da aldeia, mas, sim, junto aos campos, na ponte romana sobre o rio Homem. Era nestas assembleias que se determinava os trabalhos a realizar e as "condenas" a aplicar.
Depois de todos terem discutido os vários assuntos respeitantes à vida da aldeia, os seis reuniam-se para deliberarem, vencendo sempre a maioria e tendo o Zelador voto de qualidade. Os assuntos principais incidiam sobre a construção e reparação dos caminhos, muros e pontes de serventia comum, a organização pastoril (vezeiras e feirio), organização dos trabalhos agrícolas (malhadas, desfolhadas, vindimas, roçadas, etc.) e, ainda, a distribuição das águas das regas, etc.
As atribuições do Zelador eram tais, que poderia, em caso muito grave, expulsar o vizinho, isto é, margina-lo totalmente da vida social e sistema comunitário. Ele era também o Juiz de todos os crimes, com excepção para o homicídio por ser da competência dos tribunais.

Havia um puro sentimento de solidariedade que envolvia este povo e a sua força de unidade, traduzia-se no lema de todos por todos.
Muito haveria a dizer do regime comunitário de Vilarinho, um povo que deixou a todos nós, uma história e um exemplo.
O espectro da barragem começou a pairar sobre a população como um abutre esfaimado. A companhia construtora da barragem chegou, montou os sues arraiais e meteu mãos á obra. Esta surge progressiva e implacável.
O êxodo do povo de Vilarinho pode localizar-se entre Setembro de 1969 e Outubro 1970, quando na aldeia foram afixados os editais a marcar o tapamento da barragem. De um ano dispuseram pois, os habitantes de Vilarinho para fazer os seus planos, procurar novas terras e proceder á transferencia dos seus moveis.

As 57 famílias que habitavam esta povoação, estão agora dispersos pelas mais variadas terras dos concelhos de Braga.

Da vida e recantos da aldeia comunitária não resta mais que um sonho.
Sonho que é continuado no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, construído com as próprias pedras da aldeia.

A barragem de Vilarinho da Furna foi inaugurada em 21 de Maio 1972

12 março 2010

Visitar o Fojo do Lobo de Brufe

A caça ao lobo foi uma actividade associada à pastorícia, tendo sido modelar nas aldeias serranas, como referem os documentos históricos de várias épocas. As estruturas propícias às montarias, chamadas de fojo do lobo têm construções e formatos apropriados à actividade. Para os lobos, espantados pelo barulho dos batedores e perseguidos pelos cães, a cumeada da encosta era uma espécie de linha sem retorno, pois a sua passagem implicava a descida em direcção ao poço do fojo, onde ficariam presos. A estrutura do fojo do Lobo de Brufe é uma das que se mantém.

Visitar a Aldeia Típica de Brufe

Aldeia Típica de Brufe fica situada na margem direita da albufeira de Vilarinho das Furnas a noroeste de Campo do Gerês. Conserva as ruas e casas tradicionais.
A sua posição, a meia-encosta, transforma a Aldeia num Miradouro. A recente estrada que atravessa o paredão da barragem permite a ligação directa entre ambas as povoações, permitindo seguir para Ponte da Barca ou para o Lindoso.

Visitar a Igreja do Divino Espírito Santo - Brufe

A Igreja Matriz de Brufe encontra-se entre os dois únicos lugares da freguesia: Cortinhas e Brufe, reconstruída em 1881/82, tendo como orago o Divino Espírito Santo.

Visitar os espigueiros em Brufe

Existem vários espigueiros na freguesia de Brufe. São estruturas construídas em granito que servem para armazenar milho. Hoje em muitos casos encontram-se recuperados, embora ainda existam antigos.

11 março 2010

Visitar o Trilho da Geira Romana em São João da Balança

O Trilho da Geira, um percurso pedestre de pequena rota (PR), de âmbito histórico e paisagístico, apresenta uma extensão de 9,5 km, com um tempo de duração de 4 horas, sendo o grau de dificuldade médio. Este percurso alonga-se pelos caminhos agrícolas das freguesias de Chorense e da Balança, que encerram em si vestígios históricos de elevado interesse turístico e cultural. Esse interesse advém, sobretudo, da existência de marcas da actividade romana, a Geira e as Milhas que na Freguesia de São joão da Balança são as milhas: XV, no sítio de Cantos ou Bico da Geira, XVI no lugar do Penedo dos Teixugos.
O interesse da mesma região estende-se ao ambiente arquitectónico das aldeias típicas em granito, onde persiste o ambiente rural e acolhedor, e ao ambiente físico e natural que é facilmente perceptível em muitos dos locais do trilho.


Fauna

Neste percurso pode ver-se uma diversidade de animais, desde anfíbios, répteis, aves e gado nos seus habitats naturais. Nos locais mais expostos aos raios solares aparecem répteis, como o sardão (Lacerta schreiberi), a lagartixa-de-bocage (Podarcis bocagei) e a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus). Bem como a cobra-rateira (Malpolon monspessulanus).

Pode avistar-se a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), a gralha (Corvus corone) a cia (Emberiza cia), o pintarroxo (Carduelis cannabina) e a alvéola-branca (Motacilla alba).

O traçado do trilho percorrido na via romana, apresenta habitats frequentados pelo lobo (Canis lupus), raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina), esquilo (Sciurus vulgaris), cavalo (Equus caballos).

Os anfíbios, como a rã-ibérica (Rana iberica), o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai), o tritão-marmorado (Triturus marmoratus), observam-se em locais com água, como charcos, ribeiros, etc.


Flora

No início e ao longo do troço da via romana (Geira), desponta uma área tipicamente de matos, constituída por Ericaceas, Leguminosas e Cistaceas.

Nas zonas mais encharcadas, até ao fim do troço da Geira, despontam várias espécies, como o ranúnculo (Ranunculus repens) e a patinha (Peplis portula).

Depois de Chãos de Vilar, despontam espécies arbustivas, como sobreiros (Quercus suber) e das herbáceas o trovisco-fêmea (Daphne gnidium) e a madressilva-das-boticas (Lonicera periclymenum). Na ribeira da Igreja, surge uma galeria de belos exemplares de freixos, salgueiros, carvalhos, amieiros e escalheiros. Associadas às espécies arbóreas, surgem as acompanhantes ripícolas, como o feto-real (Osmunda regalis) e cinco-em-rama (Potentilla erecta). Prosseguindo-se, já nos povoados rurais, predomina um ambiente agrícola com um estrato arbóreo implantado pelo Homem.

Ao retomar a via romana, avulta uma área de matos atlânticos, incluindo os tojais (Ulex europaeus e Ulex minor), giesteira-branca (Cytisus scoparius) e olho-de-môcho (Tolpis barbata). Até ao fim do trilho, o trajecto é acompanhado pela espécie Daboecia cantábrica, surgindo o linho (Linum bienne), a salva-bastarda (Teucrium scorodonia) e o hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum).


09 março 2010

Visitar o Vale do Rio Homem - São João da Balança

O vale do Rio Homem, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, é um dos locais onde a natureza juntou a grandiosidade e a beleza num único espaço. Vale a pena visitar.

Visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês em Terras de Bouro

O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta-se como a primeira área protegida a ser criada em Portugal (1971), pelo Decreto-Lei nº 187/71 de 8 de Maio, sendo o único com estatuto de Parque Nacional. Localiza-se na região norte de Portugal, compartindo fronteira com a Galiza, que forma uma paisagem contínua com o Parque Natural da Baixa Limia-Serra do Xurés, no município de Lóbios, em Espanha. O conjunto dos dois parques forma o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés. Além das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem, o PNPG faz parte dos maciços graníticos da Peneda, Amarela e do Gerês. Ocupa uma área de 69 693 hectares, abrangendo cinco Concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. Neste último, ocupa 55,7% da área total concelhia.
A região que o integra é de predominância granítica e montanhosa, com altitudes que atingem os 1545m, no Pico da Nevosa, em Terras de Bouro. Parte das serras que o constituem sofreram intervenções do Homem, em continuidade, desde o tempo Neolítico.

Flora

As principais espécies que se encontram no Parque Natural Peneda-Gerês são: carvalho alvarinho, carvalho negral, gilbardeira, medronheiro, padreiro, azereiro, mirtilho ou “uva do monte”, azevinho.

Fauna

É notável a quantidade e diversidade dos animais dignos de interesse. Apesar do Urso Pardo ter desaparecido do parque, ainda hoje existem diversas espécies, como é o caso dos garranos selvagens, oito espécies de morcegos, das quais a mais importante em termos de conservação é o Morcego-arborícola-pequeno, o Musaranho-dos-dentes-vermelhos , a Marta , o Gato bravo , a Salamandra-lusitânica , o Esquilo, as víboras, o corço, o javali e o Lobo.

06 março 2010

Visitar a Ponte de São Miguel - Terras de Bouro

Esta ponte em madeira surge como alternativa a uma das pontes sobre o rio Homem que foram destruídas, no século XVII, logo a seguir à reconquista da independência de Portugal do jugo filipino.

Aquela infra-estrutura já fazia parte do traçado da Geira (XVIII Via do Itinerário de Antonino), possibilitando ultrapassar o último grande obstáculo da serra do Gerês em direcção a Astorga, continuando, durante séculos a ser a corredor militar, caminho de Santiago, linha de transacções económicas e de passagem para o interior da Espanha.

Visitar a Ponte Romana da Ribeira da Maceira - Terras de Bouro

Hoje, com uma estrutura de madeira, apenas restam vestígios da Ponte Romana da Ribeira da Maceira.

03 março 2010

Visitar a Geira (Via XVIII di Itinerário Antonino) - Terras de Bouro

A Via Nova conhecida por Geira ou via XVIII do Itinerário de Antonino, é uma Estrada Romana que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Península Ibérica (a antiga Bracara Augusta, hoje cidade de Braga, e a antiga cidade de Asturica Augusta, hoje Astorga, em Espanha.) Esta estrada ligava as duas importantes cidades num trajecto de 215 milhas, aproximadamente 318 km. A Geira, ou Via Nova foi inaugurada, provavelmente, no final do século I d.C., por volta do ano 80, sob a égide de Tito e Dominiciano. Acredita-se que a construção da Via Nova veio reforçar a rede viária romana, conferiu maior mobilidade aos exércitos, permitiu um reordenamento do território e possibilitou uma maior actividade mineira e transição destes bens (sobretudo a circulação do ouro das Minas de Las Medulas, conjunto classificado como Património Mundial da Humanidade).

A Via Nova conhece um traçado em diagonal que liga o triângulo político-administrativo e viário estabelecido por Augusto, com vértices nas três cidades: Bracara Augusta, Lucus Augusti e Asturica Augusta.

Em Terras de Bouro a Geira percorre as freguesias de Souto, Balança, Chorense, Vilar, Charmoim, Covide, Campo do gerês e chega, por fim, à Portela do Homem, seguindo depois em território espanhol.

Os vestígios arqueológicos, em Terras de Bouro, são impressionantes: existem mais de 150 Miliáros, que assinalavam as milhas na Via e davam a conhecer, ao viajante, a distância até à cidade mais próxima. Além dos miliários, em Terras de Bouro é possível vislumbrar vestígios das Pontes Romanas (sobre o Ribeiro da Maceira, Ribeira do Forno, , Ribeiro de Monção e a Ponte de S. Miguel, sobre o Rio Homem), calçadas com marcas de rodados, pedreiras de onde foram extraídos miliários e blocos de pedra para construir as pontes. Começam, também, a ser descobertos vestígios arqueológicos de pequenos povoados indígenas ou de apoio à construção da Via, que atestam a importância desta Via.



02 março 2010

Visitar a Mata da Albergaria - Terras de Bouro

A mata da Albergaria fica situada entre as Caldas do Gerês e a Portela do Homem. Sendo um dos mais importantes bosques do Parque Natural da Peneda do Gerês é considerada uma reserva botânica por albergar um importante carvalhal em estado natural, que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas, pelo que, embora possa ser percorrida a pé, está sujeita a medidas especiais de protecção.
O caminho que atravessa a mata e acompanha a via romana estende-se ao longo da margem esquerda da albufeira de Vilarinho das Furnas, e termina no Campo do Gerês. Além do seu valor ecológico, possui importante valor histórico, pois são visíveis neste local restos de uma Geira Romana, com os seus marcos miliários.

Visitar o Rio Cávado - Terras de Bouro

O Rio Cávado atravessa o Concelho de Terras de Bouro delimitando-o a sul. Relativamente à fauna do rio, ao longo do percurso, poderão ser observadas várias espécies de aves aquáticas como a pêga-rabuda (Pica Pica), o corvo-marinho (Phalacrocorax carbo), a gaivota (Larus cachinans), ou o pato real (Anas platyrhynchus)
Na Flora, ao longo do percurso, poderá ser observada inúmera vegetação ripicola onde se destacam Freixos (Fraxinus angustifolia), Amieiros (Alnus glutinosa), Choupos (Populus nigra), Carvalhos (Quercus robur) ou Salgueiros (Salix atrocinera) para além de alguns habitats de Prados Salgados Atlânticos com Juncos (Juncus acutus). O rio possui ainda uma variedade muito grande de "vida", desde peixes, patos e, na época, a lampreia, esse ciclóstomo que procura as águas doce entre Janeiro e Abril.

Visitar o Rio Homem - Terras de Bouro

O Rio Homem é um afluente da margem direita do Rio Cávado, com um comprimento de 37 quilómetros, nasce na Portela do Homem - Serra do Gerês, percorre toda a serra amarela tem uma área de 257 km2. O escoamento anual na foz é de 399 hm3, sendo o afluente que mais contribui para o escoamento total do rio Cávado.
Neste Rio localiza-se, no Concelho de Terras de Bouro, a Barragem de Vilarinho das Furnas, com uma albufeira com a capacidade de 69,7 hm3. O trajecto do rio ao longo do vale é sobretudo constituído por rápidos, zonas em que a água atinge grandes velocidades.

O Rio Homem possui uma grande variedade de peixes de que se destaca a boga (Chondrostoma polylepis Steindachner), o escalo (Leuciscus sp.), a Enguia (Anguilla anguilla), a Truta-Arco-Íris (Onchorynchus mykiss) e a Truta-de-Rio (Salmo trutta). Na albufeira de Vilarinho das Furnas encontra-se a Carpa (Cyprinus carpio), pois as temperaturas nas águas profundas nunca atingirão valores inferiores a 12 graus Celsius, nas quais a carpa não teria condições de sobrevivência.



A flora é também muito rica. Destaca-se a Lentilha-de-Água (Lemna sp.) que é uma planta que “espontaneamente” surge em qualquer curso de água em Portugal. É uma planta que, além de boa oxigenadora, remove o excesso de nutrientes da água sendo por isso muito nutritiva para aves e alguns peixes. Como o seu nome comum inglês “Duckweed” ou “Duck's Meat” indica, é uma planta muito usada na alimentação de patos. É bastante vigorosa no seu crescimento, colonizando muito rapidamente as zonas onde se instala, de facto, em condições ideais a área ocupada pelas plantas pode duplicar em apenas alguns dias. No rio Homem surge em zonas de águas paradas, sobretudo em “poças” formadas a seguir ás chuvas e enchentes do rio. As rãs e insectos aquáticos utilizam-na como refúgio contra predadores.