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18 abril 2011

Visitar o Parque da Pena - São Pedro de Penaferrim (Sintra)

O Parque da Pena localizado na Freguesia de São Pedro de Penaferrim, em plena Serra de Sintra é uma propriedade murada, situada nos cumes da área nascente-oriental da Serra, com altos penedos e pronunciados vales, de exposição preferencial a Norte. A altura máxima do Parque encontra-se na Cruz Alta (o pico mais alto da Serra, com 528 metros) e a zona mais baixa é a da Feteira da Condessa, situando-se nos 380 metros.
O Parque é composto por multiplos talhões, ao longo dos seus cerca de 200 hectares de extensão, com características diversas, servidos por uma extensíssima rede de caminhos que se constituem como um verdadeiro e intencional labirinto. No seu interior, erguem-se construções de grande beleza, como o Chalet da Condessa, o Templo das Colunas, o Trono, o Palácio e os Lagos.

Visitar o Palácio da Pena - São Pedro de Penaferrim (Sintra)

O Palácio Nacional da Pena, localizado na histórica vila de Sintra, Freguesia de São Pedro de Penaferrim (Sintra), representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo aliás o primeiro palácio romântico da Europa, construído cerca de 30 anos antes do carismático Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.
Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e ostenta uma mistura de estilos (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana).

Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:

A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça;

O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;

O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;

A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.

O arco do corpo, ladeado por duas torres, tem uma profusa decoração em relevo a imitar corais. Sobre ela, uma janela, a bow window, recebeu na sua base, também em relevo, uma figura de um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem. Este conjunto, conhecido por pórtico do Tritão, foi programado por D. Fernando, que o desenhou como um «Pórtico allegórico da creação do mundo», e parece condensar em termos simbólicos a teoria dos «quatro elementos».
A planta do edifício é bastante irregular e está condicionada por uma construção ali preexistente – a Capela de Nossa Senhora da Pena – e ainda pela topografia. O resultado é um núcleo sensivelmente quadrangular, organizado à volta de claustro e um outro alongado.
As fachadas são divididas por bocéis ou torçais e fenestradas, mais ou menos regularmente, e por vãos quadrangulares, rectangulares e de arco pleno. As torres e os baluartes possuem anéis superiores sobre cachorrada ou arcatura, formando caminhos de ronda, mirantes ou terraços. Já as torres quadradas têm nos cunhais guaritas circulares com coberturas cónicas.
A fachada principal está revestida com azulejos de padrão policromo e dispõe de uma varanda ao nível do terceiro piso. No núcleo quadrangular, destacam-se várias arcadas interrompidas sobre murete. Uma escada em U conduz ao claustro, de dois pisos, com arcada de arcos plenos no primeiro e abatidos no segundo. À volta destes dispõem-se algumas das principais salas.
Na ala norte encontra-se a capela, forrada a azulejos padrão, com a nave separada da capela–mor por teia em pau–santo.
A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais em trompe-l'oeil e diversos revestimentos em azulejo do século XIX, integrando as inúmeras colecções reais em ambientes onde o gosto pelo bricabraque e pelo coleccionismo são bem evidentes.

17 abril 2011

Visitar o Miradouro de Santa Eufémia - São Pedro de Penaferrim (Sintra)

O Miradouro de Santa Eufémia, localizado no ponto mais alto da Serra de Sintra, na freguesia de São Pedro de Penaferrim (Sintra), permite visualizar toda a área dos concelhos de Sintra, Cascais, Amadora, Oeiras e Lisboa e em dias de boa visibilidade o Rio Tejo e a margem sul.

16 abril 2011

Visitar a Cruz Alta - São Pedro de Penaferrim (Sintra)

A Cruz Alta, encontra-se no ponto mais alto da Serra de Sintra, a 528 metros de altura, na Freguesia de São Pedro de Penaferrim.

Visitar o Castelo dos Mouros - São Pedro de Penaferrim (Sintra)

O Castelo dos Mouros, localizado na Freguesia de São Pedro de Penaferrim (Sintra) , encontra-se classificado como Monumento Nacional
O monumento apresenta planta orgânica (adaptada ao terreno) com cerca de 450 metros de perímetro e 12.000 m² de área.
Erguido sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da serra de Sintra, do alto das suas muralhas descortina-se uma vista privilegiada de toda a sua envolvência rural que se estende até ao oceano Atlântico.
As suas muralhas são constituídas por uma cintura dupla, exterior e interior. A Leste ainda são visíveis troços da muralha exterior, onde se localiza a porta em rodízio de acesso ao recinto. O topo da muralha interna, ameada, é percorrido por adarve, sendo reforçada por diversas torres.
As muralhas foram executadas segundo a técnica da soga e tissão que se pode ainda observar no seu lanço melhor conservado. Faixas silhares com aproximadamente 30–40 cm de altura, estão colocadas alternadamente em largura e comprimento. Estas são intervaladas por curtas e estreitas faixas de pedras inseridas em argamassa. Esta técnica altera-se acima dos 4–5 m de altura, onde se passa a registar uma menor qualidade, fruto de uma segunda fase de construção. Num outro trecho das muralhas é visível a área de união entre as diferentes técnicas utilizadas, herança das diferentes fases de intervenção.
Além das muralhas ameadas, torres e adarves, o conjunto é completado por diversas rampas e escadarias de acesso.
Um outro elemento digno de nota é a porta árabe em arco em ferradura.
A muralha apresenta cinco torres: quatro de planta rectangular e uma de planta circular encimadas por merlões piramidais, já sem vestígio dos dois pisos e do sistema de cobertura primitivos.
A torre na cota mais elevada do terreno, conhecida também por Torre Real, é acedida através de uma escadaria de 500 degraus. No período islâmico constituíu-se na alcáçova. No período cristão consta que lá terá vivido Bernardim Ribeiro, escritor português do século XVI.

15 abril 2011

Visitar o palácio de Seteais - São Martinho (Sintra)

O Palácio de Seteais, localizado na Freguesia de São Martinho (Sintra), foi construído no século XVIII para o cônsul holandês, Daniel Gildemeester, numa porção de terra cedida pelo marquês de Pombal. Enquadrado no meio de um terreno acidentado, de onde se pode avistar o mar e o alto da Serra de Sintra.

Apresenta arquitectura neoclássica, destacando-se a entrada, com frontões triangulares, janelas de guilhotina e uma escada de dois braços que se desenvolve para o interior no sentido da fachada secundária. Pode-se também constatar a adaptação do palácio à irregularidade do terreno.
No conjunto, existem dois corpos de planta composta — a ala esquerda, com planta em U, que se desenvolve à volta do pátio interior, e a ala direita, com planta rectangular. As fachadas principais são simétricas, de dois registos. As salas da ala esquerda são pintadas com frisos de flores e grinaldas, salientando-se a Sala Pillement, com cenas figurativas da autoria de Jean Baptiste Pillement, e a Sala da Convenção, com alusões marítimas mitológicas.
De salienetar ainda para a escadaria ampla, de dois braços e três lanços, dando acesso ao andar inferior. Este é o Palácio descrito como abandonado na famosa obra de Eça de Queirós "Os Maias".

12 abril 2011

Visitar a Estátua do Guerreiro - São Martinho (Sintra)

A Estátua do Guerreiro, localizada na Freguesia de São Martinho (Sintra), em plena Serra de Sintra, data do período de construção do Palácio da Pena.
O Guerreiro encontra-se vestido com uma armadura do tipo medieval, incluindo um belíssimo elmo. Na sua mão direita segura uma Lança, e com a esquerda agarra um escudo, no qual se encontra esculpido um barco de velas recolhidas. Na base quadrangular do Guerreiro encontra-se inscrito o número 1848.

11 abril 2011

Visitar o Convento dos Capuchos - São Martinho (Sintra)

O Convento dos Capuchos, localizado na Freguesia de São Martinho (Sintra) em plena Serra de Sintra, foi fundado por D. Álvaro de Castro, filho do vice-rei da Índia D. João de Castro, no ano de 1560.
Neste Convento, habitaram sucessivas comunidades de frades franciscanos, dedicados ao trabalho interior. A primeira comunidade era composta por oito frades, sendo o mais conhecido de todos Frei Honório.
A pobreza foi levada ao limite na sua construção. O convento possui uma área relativamente reduzida e várias das suas celas têm portas revestidas a cortiça com altura inferior à de um homem, de modo a induzir a genuflexão. Os elementos decorativos são também escassos, tendo sido mantidos ao mínimo. No refeitório existe uma grande laje de pedra a servir de mesa, oferta do cardeal-rei D.Henrique.
Com a extinção das Ordens Monásticas em 1834, a comunidade de religiosos franciscanos viu-se obrigada a deixar o convento. O espaço foi adquirido pelo Visconde de Monserrate e mais tarde passou para a posse do Estado Português.

08 abril 2011

Visitar a Ribeira da Laje - Rio de Mouro

A Ribeira da Laje que nasce na Serra de Sintra, atravessa a Freguesia de Rio de Mouro, e vai desaguar no rio Tejo, no concelho de Oeiras, na extremidade poente da praia de Santo Amaro de Oeiras.

19 março 2011

Visitar o Cabo da Roca - Colares

O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental do continente europeu. Situa-se na Freguesia de Colares. O local é visitável, não até ao extremo mas até uma zona à altitude de 140 m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra.

12 março 2011

Visitar a Serra de Sintra

A Serra de Sintra pertence à mesma cordilheira da Serra da Estrela, que termina no Cabo da Roca, assinalando o limite ocidental europeu. Tem cerca de 10 quilómetros de Leste a Oeste e aproxidamente 5 km de largura, tendo o seu maior pico uma altitude de 529 metros. Tem uma fauna riquíssima, sendo exemplo dela, a raposa, a gineta, a toupeira, a salamandra, o falcão peregrino, a víbora e diversas espécies de répteis escamados. O seu clima é temperado com bastantes influências oceânicas, apresentando por isso uma pluviosidade superior em relação à restante área da Grande Lisboa. Daí resulta também uma vegetação única. Cerca de novecentas espécies de flora são autóctones e 10% são endemismos. Algumas delas são o carvalho, o sobreiro e pinheiro-manso. É um local ideal paa praticantes de escalada e montanhismo, já que as escarpas estão, na maioria, orientadas a Oeste, o que aumenta o tempo de luz em tardes de Verão. É na Serra de Sintra que podemos encontrar o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena, o Convento dos Capuchos, Palácio de Monserrate.