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15 abril 2011

Visitar a Quinta da Penha Verde - São Martinho (Sintra)

A primitiva casa da Quinta da Penha Verde, localizada na Freguesia de São Martinho (Sintra), foi erguida por D. João de Castro. Posteriormente, o edifício foi largamente ampliado e modificado, adquirindo então o aspecto actual.

A entrada da Quinta é precedida por um singelo pórtico, datável de finais do século XVII, encimado por um frontão triangular ao qual se sobrepõe o brasão dos Castros.
Tem um pequeno jardim, ao estilo do século XVIII, que enquadra e antecede a mansão. Esta apresenta uma planta algo irregular, integrando-se, todavia, na linha da arquitectura áulica portuguesa tradicional. As ombreiras das portas e janelas são revestidas por largas e simples cantarias. O seu interior é marcado pela sobriedade, destacando-se o grande salão do piso superior, com tecto de madeira apainelada e com uma pintura central representando um brasão de armas.
A capela de São Brás, integrada no corpo principal da mansão, data do século XVII. A parede da capela-mor encontra-se completamente revestida por um painel de azulejos policromos, cujo desenho representa um reposteiro semi-aberto, de evidente recorte teatral; do centro desta composição sobressai uma peanha em pedra finamente lavrada, sobe a qual se encontra uma soberba e pétrea imagem de São Brás; o altar é trabalhado em mármore multicolor.
Existe, ainda, num pequeno outeiro da sua Quinta, uma capela circular de invocação a Nossa Senhora do Monte, destacando-se no seu interior o tecto abobadado, a nave revestida a azulejos seiscentistas e o reduzido altar-mor. Sobre este altar, forrado a azulejos mudéjares, encontra-se um baixo-relevo de fino mármore, representando a Sagrada Família, emoldurada e aparentemente sustentada por anjos pintados num painel cerâmico.
Posteriormente, já no século XVII. foram erguidas na Penha Verde duas outras capelas, também circulares. Refiramos primeiro a de Santa Catarina, cujo frontão triangular ostenta a "roda de navalhas", símbolo do seu martírio; no interior, aliás bastante simples, apenas se realça o altar com mármores embutidos e, sobre ele, uma antiga imagem de Santa Catarina. Segue-se a Capela de São João Baptista, interiormente revestida com magníficos azulejos polícromos que ilustram a vida e morte de São João; por sua vez, sob um pequeno arco abatido, nasce o altar-mor profusamente decorado com pedras multicolores, conchas e faianças.

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